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Consórcio tira terminal, instala ‘Peg Fácil’ e passageiros das Moreninhas pagam duas passagens

O antigo Terminal Moreninhas, em Campo Grande, deve dar lugar a uma estação Peg Fácil nas próximas semanas. No entanto, a medida não deve resolver o problema da falta de integração dos usuários na região, que precisam pagar por suas passagens se não tiverem o cartão recarregável.

Desde que a dupla cobrança foi instalada no Terminal Moreninhas, os moradores estão sentindo no bolso na hora de embarcar nos coletivos. Atualmente, o terminal é o único que não faz a integração das linhas e obriga os passageiros a passarem novamente pela catraca e desembolsarem o valor de R$ 3,95.

A revolta dos usuários fez com que o presidente da Assetur (Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de Campo Grande) se reunisse com a liderança das Moreninhas no final do mês passado. No encontro, João Rezende garantiu que na semana passada equipamentos seriam instalados a fim de proporcionarem a integração por quem passa pela plataforma.

Em projeto desenvolvido pela Agetran (Agência Municipal de Trânsito), uma grade de 30 metros de extensão deve ser instalada para separar o espaço e inoperar a pista de rolamento. O restante do local deve ser disponibilizado para outros fins.

Uma semana após o prazo acertado entre as partes, a reportagem do Jornal Midiamax voltou até o terminal e encontrou a plataforma em obras. Os trabalhadores contratados pela Prefeitura explicaram que deveriam entregar o ponto Peg Fácil na próxima quarta-feira (5), mas a ausência de algumas pessoas na equipe atrasou os trabalhos que, segundo eles, “não tem data para terminar”.

Com a implantação da grade de segurança, catracas e cabine, a estrutura do Peg Fácil proporciona a integração aos usuários que possuem cartão recarregável, mas o problema são os passageiros que utilizam o cartão unitário.

“Quando tiver funcionando, o ônibus estaciona fora do Peg Fácil para as pessoas desembarcarem. Então a pessoa desce, se tiver o cartão recarregável ele integra, se for o unitário tem que comprar outro,” explica uma usuária que não quis se identificar.

Outro impasse é a escassez de funcionários nas cabines de venda do passe de ônibus. A reportagem apurou que o cobrador tem uma hora de descanso no período da manhã e uma hora no período da tarde. Durante o tempo de intervalo, a cabine é fechada e quem precisa comprar a passagem deve esperar, no mínimo, uma hora.

Para quem está desempregada o gasto com o transporte coletivo pesa ainda mais no orçamento familiar. É o caso da Kevelyn de Abreu, de 21 anos. A jovem conta que, como não possui vale-transporte, a situação fica difícil.

“Se vou em entrevista de emprego gasto 4 passagens. Duas de ida, duas de volta. Colocaram um segurança dentro dos ônibus para constranger a gente, achando que não vamos pagar 2 passes. Linhas cheias, demorada, um absurdo.”

A costureira Francisca Tavares tem esperança de dias melhores com a estação, mas acredita que a conta no final do mês não deve baixar.

“Não vai ter integração para todos, apesar de melhorar a estrutura. No final das contas, o trabalhador só se lasca,” completa.

 

Fonte:Midia Max

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