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Integrante da CCJ, Marun diz que denúncia contra Temer não passa

Integrante da CCJ, Marun diz que denúncia contra Temer não passa

Parecer sobre pedido de abertura de processo contra presidente será apresentado nesta segunda-feira.

Um dos principais aliados e defensores do presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) acredita que o parecer sobre a denúncia de corrupção passiva será arquivada, pois “não há nada de concreto”.

Nesta segunda-feira (10), a partir das 14h30, o relator da denúncia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), vai apresentar o parecer aos deputados. Marun faz parte do colegiado.

“A expectativa é que o parecer seja pelo arquivamento, porque não existe nada de concreto”, disse. O parlamentar também afirmou que, após reunião realizada ontem, conclui-se que há apoio partidário e votos suficientes para barrar a tramitação do processo contra o presidente. “A fragilidade da denúncia e a correção das medidas tomadas na área econômica ajudam muito nisto”.

Denúncia apresentada no fim de junho pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta o crime de corrupção passiva por parte de Temer e baseia-se nas investigações iniciadas com o acordo de delação premiada da JBS. Uma das provas utilizadas no processo é um áudio de uma conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com o presidente no Palácio do Jaburu.

Tramitação – Após a leitura do parecer na CCJ, o processo seguirá para o plenário, independente de o relator optar pelo arquivamento ou não. Carlos Marun acredita que a votação na comissão acontecerá na quarta-feira, dia 12, e na sexta-feira, 14, a análise dos 513 deputados.

Para que de fato Michel Temer responda pelo crime apontado, além da aprovação de pelo menos 342 parlamentares (dois terços do total), serão necessários os votos dos ministros do STF (Supremo Tribunal).

Abrindo formalmente a ação, Temer se torna réu e é afastado por 180 dias. Caso a Câmara dos Deputados rejeite a denúncia, a questão fica arquivada até o fim do mandato do presidente, que encerra em 31 de dezembro de 2018.

Bancada de MS – Até então, a maioria a bancada federal de Mato Grosso do Sul estava indecisa sobre a denúncia. Entre os indecisos estão os tucanos Geraldo Resende (PSDB) e Elizeu Dionizio (PSDB), além de Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Tereza Cristina (PSB).

Integrantes da oposição, Zeca do PT, Vander Loubet (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT) já se colocaram favoráveis a aceitação da denúncia e investigação.

A reportagem tentou contato com Elizeu Dionísio, também membro da CCJ, mas o parlamentar não atendeu à ligação.

Fonte:campograndenews

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