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População de Santa Rita do Pardo demonstra preocupação com iminência da extração do gás de xisto no município

Os impactos devastadores que a extração do gás de xisto poderá causar ao meio ambiente e à população de Mato Grosso do Sul foi tema de audiência pública na noite de ontem (4), em Santa Rita do Pardo. O município, que já teve sua área arrematada em leilão realizado em setembro de 2017 pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), está entre os 54 do Estado com potencial para a exploração do gás, utilizado na geração de energia elétrica.

Proponente do debate, em parceria com a 350.org e a Não Fracking Brasil, o deputado estadual Amarildo Cruz (PT) é autor do projeto de lei nº 0003/2018, que pede a suspensão da exploração do gás no Estado, no período de dez anos, e explicou aos presentes sobre os riscos que a atividade pode causar, caso seja iniciada. “Esse é um assunto que, apesar de pouco conhecido, pode colocar o meio ambiente, a vida da população e dos animais em risco. Por isso, temos percorrido os municípios, que assim como Santa Rita do Pardo, foram ofertados em leilão da ANP, para informar às autoridades e à população sobre os riscos de contaminação do solo, da água e do ar”, falou.

O parlamentar falou ainda das riquezas naturais de Mato Grosso do Sul que poderão ser impactadas, caso não sejam tomadas providências. “Nosso Estado está localizado sobre o Aquífero Guarani, a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e uma das maiores do mundo, e essa riqueza natural pode ser contaminada caso não sejam tomadas providências, a fim de evitar esse crime ambiental”, pontuou.

O prefeito da cidade, Cacildo Dagno Pereira disse que teve conhecimento do assunto depois que o deputado Amarildo Cruz apresentou o projeto de lei na Assembleia Legislativa e que por isso precisa ser bastante discutido antes de se

posicionar. Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Josué Nogueira Martinez (Loló) se posicionou contrário à extração do gás. “É muito importante entender os danos que a extração do gás de xisto pode causar. Não queremos que venha para o nosso município uma atividade que trará prejuízos para a população”, falou na ocasião.

Também presente na audiência pública, o gerente comercial da MSGÁS, Luiz Antônio Duarte se mostrou bastante preocupado e disse que tem dúvidas se a atividade traria benefícios para o Estado.

A audiência pública contou também com a presença da Suelita Rocker da Não Fracking Brasil, os vereadores Luiz Carlos Cabecinha, José Messias, Antônio Coral, Cleudenide Ferreira de Freitas, Haymee Monike Castro, João Freire Leite e Ruy Fernandes, primeira-dama, secretários de saúde, educação, assistência social e de obras do município, presidente do Sindicato Rural Florindo Cavalli Neto, vice-prefeito José Milton de Souza, ex-prefeito Antônio Arcanjo, alunos e a diretora da Escola Estadual José Ferreira Lima, moradores e lideranças locais.

Técnica de extração do gás de xisto

A técnica utilizada na extração do gás de xisto, utilizado na geração de energia elétrica, é conhecida como fraturamento hidráulico ou fracking, que ultrapassa as fontes subterrâneas de água, onde um cano de aço, revestido por cimento injetado, leva água e produtos químicos e sua pressão causa fraturas que liberam o gás, altamente poluente, e que contamina a água, solo e ar.

Municípios de Mato Grosso do Sul já ofertados em leilão da ANP

Água Clara, Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Batayporã, Brasilândia, Campo Grande, Deodápolis, Ivinhema, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Santa Rita do Pardo,

Taquarussu, Três Lagoas, Alcinópolis, Bandeirantes, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Rochedo e São Gabriel do Oeste.

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